Site da Catedral de Santo Antônio em Duque de Caxias - Igreja Católica Apostólica Romana - Diocese de Duque de Caxias e São João de Meriti - RJ

 
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Dízimo, gesto de gratidão a Deus e a comunidade.

 

01. O que o dízimo não é ?
O dízimo não é pagamento, taxa ou imposto que se dá à igreja para a ela pertencer ou dela fazer parte.

02. O que é o dízimo ?
O dízimo é devolução, contribuição, ato de amor e gesto de partilha. Nós não pagamos o dízimo; nós devolvemos o dízimo, já que tudo o que somos e temos pertence a Deus.

03. Quem "inventou" o dízimo ?

O dízimo não foi inventado; ele nasceu espontaneamente, como resposta do homem e da mulher à bondade e à misericórdia de Deus.

04. Podemos afirmar que por meio do dízimo nós louvamos e agradecemos a Deus ?
Sim, o dízimo é um dos modos pelo qual nós, cristãos, manifestamos a nossa gratidão a Deus.

05. O dízimo é bíblico ?
Sim, o dízimo está prescrito na Bíblia (Cf. Gn 14, 18-20; 28, 20-22; Nm 18, 25-32; Dt 12, 6.11.17; Lv 27, 30-33; Dt 14,22-29; Ml 3, 8-10; Tb 1,6-8; Mt 23, 23).

06. Quem é dizimista já está a salvo ?
Não, o dízimo não compra a salvação, mas quando dado com sinceridade de coração e em espírito de fé, contribui para que a alcancemos.

07. Por que, para algumas pessoas, é tão difícil dar o dízimo ?
Para algumas pessoas é difícil contribuir com o dízimo por estarem inteiramente dominadas pelo egoísmo. Quem é egoísta não conhece a alegria e o prazer da partilha.

08. Quanto deve-se dar de dízimo ?
Deve-se dar de dízimo o que mandar o coração e exigir a consciência. Os israelitas davam dez por cento (daí a palavra "dízimo"= décima parte de alguma coisa). Também nós somos convidados a chegar, aos poucos e com o tempo, aos dez por cento.

09. O católico é obrigado, então, a contribuir com dez por cento ?
Não, não é obrigado, e sim convidado. No Brasil, os bispos pedem que os católicos contribuam com, ao menos, dois por cento do que ganham e, à medida que puderem, contribuam com mais, até chegar aos dez por cento.

10. Como deve proceder quem quer ser dizimista ?
Quem quer ser dizimista deve procurar os responsáveis pelo dízimo de sua comunidade, ou então conversar com o padre, manifestando a eles o desejo de ser inscrito entre os que contribuem com o dízimo. A pessoa encarregada dará, então, as informações complementares de como, quando e onde entregar o dízimo.

11. O dízimo deve ser mensal, semestral ou anual ?
O dízimo, para que funcione de fato numa comunidade, deve ser mensal. Em algumas comunidades, porém, por motivos que lhes são próprios, o dízimo pode ser dado de seis em seis meses, ou até mesmo anualmente. O melhor, contudo, é que seja mensalmente.

12. É importante o quanto se dá de dízimo ?
Sim, é importante. O dízimo deixa de ser dízimo e se torna esmola quando um católico, que tem condições, dá a Deus e a Igreja menos do que gasta num refrigerante ou com um lanche. É triste constatar que alguns católicos (ou muitos?) quando contribuem com migalhas só para tapear a consciência e dizer que são dizimistas. Nesse caso seria melhor que não dessem nada.

13. E os pobres, quando devem dar de dízimo ?
Ninguém é obrigado a dar de dízimo o que não tem ou não pode dar. O dízimo dos pobres, por menor que seja, deve ser acolhido com muito amor e profunda gratidão (leia Lc 21, 1-4)

14. Cada um deve dar, portanto, segundo as suas possibilidade ?
Sim, cada um deve dar segundo as suas possibilidades. Quem tem mais dá mais, quem tem menos, dá menos.

15. Os membros das pastorais, do conselho pastoral, os catequistas e os ministros estão dispensados do dízimo ?
Não, não estão dispensados. Como cristãos conscientes e membros ativos da igreja, devem ser os primeiros a contribuir, tanto por convicção, como para dar testemunho aos demais membros da comunidade.

16. Que destinação é dada ao dízimo ?
O dinheiro arrecadado com o dízimo é investido na própria comunidade. Parte dele vai para a manutenção da igreja, do prédio, do salão e da casa paroquial; outra parte vai para as despesas com o culto (a liturgia), e outra ainda para a formação de agentes pastorais e a assistência e a promoção dos mais pobres.

17. O dízimo acaba no "bolso" do padre ?
Não, não acaba no bolso do padre. Como já vimos o dízimo é aplicado às necessidades da comunidade. Quanto ao padre, é justo que receba um salário digno. E esse salário, é lógico, deve ser retirado do dízimo. A respeito desse assunto, não deixe de ler o texto esclarecedor de 1Cor 9, 4-14 18.

18. Como o dízimo é usado na liturgia e nas pastorais ?
Na liturgia, o dízimo é usado para a compra de materiais e utensílios litúrgicos (hóstias, cálice, cibórios, velas, folhetos litúrgicos, etc) e nas pastorais e utilizado tanto na aquisição de material (giz, bíblias, livros, etc), com a formação dos próprios catequistas.

19. Como os mais carentes são ajudados através do dízimo ?
Os mais carentes são ajudados pelo dízimo de duas maneiras: pela assistência (doação em dinheiro, compra de medicamentos, etc) e pela promoção (realização de cursos de alimentação alternativa, medicação caseira, educação política, etc). Quando um carente é ajudado e promovido, é toda a comunidade dizimista que o ajuda e promove.

20. O dízimo facilita a formação de líderes e agentes de pastoral ?
Sim! O dízimo, numa comunidade consciente e organizada, faz com que a mesma não invista só em construções, mas também se preocupe com a formação de seus líderes e agentes pastorais.

21. Pode-se oferecer bens em lugar de dinheiro ?
Sim, pode-se oferecer bens em lugar de dinheiro. É aconselhável, contudo, que o dízimo seja oferecido em dinheiro, tendo assim a sua aplicação facilitada.

22. Quem dá o dízimo está dispensado das taxas paroquiais ?
Sim, quem dá o dízimo está dispensado das taxas paroquiais. Leve-se em conta, porém, que essa dispensa de taxas deve acontecer gradativamente, à medida que o dízimo for sendo implantado e organizado.

23. De que taxas os dizimistas devem ser dispensados ?
Os dizimistas estão dispensados das taxas previstas nos estatutos do dízimo de cada diocese e paróquia. Se estes estatutos ainda não existem, proceda-se de acordo com o que for combinado entre padre(s) e Equipe de Dízimo.

24. É verdade que parte do dízimo de cada comunidade vai para a diocese ?
Sim, é verdade. Esta contribuição das paróquias com a diocese é, quase sempre, investida na formação dos futuros padres (seminaristas).

25. E as comunidades, quando devem repassar para a Paróquia ?
As comunidades devem repassar para a paróquia o que estiver previsto no Estatuto Diocesano do Dízimo. No caso deste estatuto ainda não ter sido confeccionado, leve-se em conta o que ficar acertado entre padre(s) e comunidades (capelas).

26. Quem presta conta do dízimo à comunidade ?
Quem presta conta do dízimo à comunidade é a Equipe do Dízimo da qual o padre deve, obrigatoriamente, fazer parte.

27. As ofertas continuam mesmo depois da implantação do dízimo ?
Sim, continuam, além do compromisso mensal com o dízimo, os católicos têm o direito de fazer ofertas espontâneas, sejam na missa ou culto, seja por ocasião da recepção de sacramentos e sacramentais.

28. Em que sentido a Bíblia afirma que o dízimo é uma verdadeira fonte de bênção ?
A Bíblia diz que quanto mais uma pessoa é generosa e abre mão e o coração para partilhar, tanto mais recebe as bênçãos de Deus (leia Ml 3, 8-12). O coração do egoísta é fechado para dar e, em conseqüência, também fechado para receber. Só quem é generoso, e não tem medo de dividir o que possui, é que está de fato aberto par acolher os benefícios de Deus.
 

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